Quanto vale uma vida?

Responda rápido: qual a diferença de valor entre a vida de um brasileiro na fila do SUS, um outro andando na rua em qualquer das nossas cidades e ainda um outro preso no Brasil ou no exterior?

medicoProvavelmente você respondeu: nenhuma! Alguns poucos argumentaram que aquele indivíduo que está preso não deve ser “boa coisa”, mas mesmo este precisa ter a vida preservada, considerando nossas leis e preceitos constitucionais, éticos, morais, religiosos, etc.

Assistimos diariamente nos meios de comunicação uma série interminável de assassinatos, estupros, ausência de socorro médico e outras atrocidades, que ocorrem nas ruas, nos hospitais, presídios… Cabe então uma pergunta: nosso sistema civilizatório está falido? Ou os nossos mandatários são incompetentes? Ou será que realmente faltam recursos para a saúde e a segurança públicas?

Baseada nas notícias veiculadas nos últimos dias, uma análise da situação da vida humana no Brasil parece ser uma tarefa mesmo dificílima. Me atreverei a refletir apenas sobre a saúde…

As informações disponíveis dão conta de que o SUS permanece com um atendimento abaixo do mínimo razoável (exceto por algumas ilhas de excelência nas metrópoles do país); a saúde suplementar está à beira da falência, com um atendimento considerado por mais da metade dos usuários com ineficiente; os hospitais filantrópicos vivem em penúria constante.

Má gestão dos recursos? Desvio de verbas? Prioridades equivocadas? Provavelmente um pouco de tudo, pois é improvável, que em uma situação assim tão complexa, seja apenas uma a causa de todos os problemas.

Bem, existe solução para esse estado de coisas? Ou teremos que nos resignar a viver com essa realidade daqui em diante, apenas administrando situações pontuais? Parto do princípio de que, se em outras sociedades a situação é melhor resolvida, o mesmo pode ser aplicado ao nosso país. Claramente as soluções passam por uma mudança na definição do que é prioritário para o país e seu povo.

Recentemente dois casos chamaram a nossa atenção: um brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas e um brasileiro executado no Brasil por um policial após uma discussão em frente a sua residência. Acrescento aqui um terceiro caso, mais um brasileiro: aquele que foi “executado” em inúmeras cidades do país por falta de recursos de saúde!

Reflitamos em como definir onde os recursos públicos devem ser investidos, qual o controle deve ser feito para que esses recursos não sejam desviados. Dessas reflexões sairão as decisões quem poderão significar um futuro melhor para todos nós.

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